“O que acontece agora que o Brasil tem seu primeiro caso de Coronavírus?” A indagação dá título à coluna do Dr. Drauzio Varella, publicada no dia 27 de fevereiro de 2020 pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o respeitado médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, o novo vírus, detectado em dezembro de 2019 na China, infectaria grande número de brasileiros, a considerar a experiência internacional.

Não demorou para Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), em parceria com representantes de outras entidades do trade turístico, alertar as autoridades sobre os impactos que o excesso de cancelamentos acarretaria aos negócios do setor.

Já em março, no dia 13, a ABEAR lançou nota ao mercado, na qual afirmou que o cenário da pandemia do Coronavírus Covid-19 gerou grave crise econômica que afetou a aviação comercial brasileira; destacou a qualidade de interação e parceria com o Governo Federal e ressaltou a atuação de Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da infraestrutura, a quem as medidas foram apresentadas e enfatizou: “são medidas que precisam ser apoiadas pelo conjunto do Governo”.

Na pauta de reivindicações: redução de impostos; desoneração da folha de pagamento; redução e suspensão temporária de tarifas aeroportuárias; alíquota de 0% sobre leasing, motores, peças; suspensão de impostos em pagamentos feitos no exterior; e, a exemplo da China, Singapura e Colômbia, abertura de linha de crédito para capital de giro.

Em defesa da segurança dos passageiros, a ABEAR reiteradamente fez ecoar na mídia que os aviões renovam 99,9% do ar que circula a bordo, lembrando, com dados do IBGE e ANAC, que a aviação comercial brasileira é um grande motor da economia do país. Em 2018, representou 1,9% do PIB, impactando a economia em R$ 131 bilhões, gerando 2,37 milhões de empregos e R$ 55,5 bilhões em salários.

Dia 16 de março, Medida Provisória estendeu os prazos para alterações sem multas; reembolsos, de acordo com regras contratuais e cancelamentos de voos para passagens compradas até 31/12/2020, reduzindo perdas para as empresas aéreas e para os passageiros. Na mesma data, ABEAR informou que suas associadas já registravam, em média, queda de 30% da demanda por voos domésticos e redução de 50% nas viagens internacionais, em relação a igual período do ano passado.

No intervalo de apenas 48 horas, uma nova nota seguiu dia 18/03 para o mercado, atualizando a queda da demanda para 50% em voos domésticos e de 85% nas viagens internacionais; devidas pela “redução de capacidade e cancelamentos de voos” por necessidade das próprias cias aéreas, tendo em vista o fechamento de fronteiras de diversos países e restrições de viagens.

O diálogo franco, ágil e embasado conduzidos por Sanovicz com as diversas autoridades governamentais, para enfrentar o que a ABEAR definiu ser “a maior crise da história da aviação comercial”, resultaram na publicação da Medida Provisória nº 925 no Diário Oficial da União (DOU), dia 19 de março – a qual foi considerada, pela ABEAR, como positiva e que, também, estabeleceu parâmetros a todos os segmentos da cadeia turística.

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