por Faveco Corrêa

Assistindo a briguinha de comadres entre o Presidente da República e o presidente da Câmara de Deputados, só nos resta ficar perplexos. Mas onde ficam os interesses da nação?

Até parece que ligaram o botão do “fuck you Brazil”.

Felizmente os “beligerantes” hastearam a bandeira branca e agora prometem trabalhar para recuperar o tempo perdido. O Brasil tem pressa, muita pressa, de ver as reformas implantadas. Como nos ensinou o gaúcho Barão de Itararé, “tudo é relativo: o tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está”. Nós estamos do lado de fora. Alguém tem duvida do que eles estão fazendo do lado de dentro? O fato é que não dá para esperar mais. Não dá para continuar vivendo com incertezas que mantém o desemprego em taxa recorde, fazem a bolsa despencar, o dólar subir à estratosfera e as previsões de crescimento do PIB minguarem, o que só nos causa desalento. Especialmente aos 5 milhões de brasileiros que já desistiram de procurar emprego.

Também é de se ficar de cabelo em pé quando “cientistas políticos”, e alguns deputados, é claro, falam que “falta articulação política” para que a reforma da previdência tenha o andamento que merece e seja aprovada.

Mas de que articulação política “me hablas”?

Vejamos um rápido histórico das famosas “articulações”:

1998 – FHC compra apoio dos deputados para votarem a PEC da reeleição por 200 mil cada.
2005 – Explode o maior escândalo de corrupção e compra de apoio da base aliada do PT, pelo governo Lula, conhecido como mensalão. 
2014 – Dilma dá 750 mil a mais para cada parlamentar que aprovar a meta fiscal impagável do seu governo. 
2016 – PT, com dinheiro de Joesley Batista, compra cada deputado que votar contra o impeachment de Dilma por 5 milhões cada, enquanto Lula, em um hotel no dia do impeachment, distribuía vantagens e dinheiro aos parlamentares que votassem não. 
2017 – Temer distribui 15 bilhões em emendas e programas para agradar as comissões e evitar seu impeachment. 

2019 – Bolsonaro se recusa a comprar o apoio de deputados com dinheiro público, provando que não sabe “articular”, não é mesmo? Faço votos que ele continue assim.

Os que hoje reclamam fazem parte do grupelho de conhecidas raposas que querem de volta a velha política. São os abutres de sempre, muitos deles homiziados no “Centrão”, conjunto que congrega, por exemplos, o PR de propriedade do famigerado Valdemar da Costa Neto.  No Brasil partido tem dono. E que dono.

Dá para encarar?

Será que já não se locupletaram o suficiente e ainda querem mais?

A sede de grana parece insaciável.  Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro? O país que se dane?

Estes caras esquecem que a maioria dos eleitores votou pela moralização da política, contra a farra do boi com a qual se acostumaram e pelo fim do toma lá dá cá.

Nossa esperança é que apareçam pelo menos 308 patriotas que coloquem o bem do país acima dos seus interesses pessoais.

Afinal, eles estão carecas de saber, como todos nós, que depois de 13 anos de lulopetismo o Brasil quebrou e que sem a reforma da previdência não há esperança. Como disse o ministro Paulo Guedes, não haverá o que deixar de herança para nossos filhos e netos.

Mas as barbas têm que continuar de molho e nossa vigilância mais implacável do que nunca para impedir que acabem com tudo. Os governos do PT, que finalmente conseguimos defenestrar, estavam no “caminho certo”…  A Venezuela, por exemplo, há 60 anos era duas vezes mais rica do que a China e quatro vezes mais rica do que o Japão. Era a quarta economia mundial e a primeira da América Latina. Sua moeda era forte, só perdia para o dólar, e tinha um excelente sistema de saúde. Em apenas dez anos foi destruída pelo socialismo (socialismo do século XXI de Chaves e Maduro). É fácil atingir estes “objetivos”, não é mesmo?

As vezes fico desiludido, eu que acreditei no país do futuro e que, quando tive a chance de permanecer nos Estados Unidos, decidi voltar para cá, convencido de que as oportunidades estavam aqui. Era a década de 80, quando o PIB crescia e o Brasil já tinha alcançado a posição de sétima economia do planeta, vindo de um patamar muito baixo.

Honestamente, hoje me pergunto se vamos mesmo poder retomar a rota do crescimento com justiça social com o Congresso e o Supremo que temos.

Um Congresso que insiste que só com “articulação$$$ política” poderá aprovar a reforma da previdência e dar andamento ao pacote anticrime do Sérgio Moro, anseios agudos da população, e que mesmo assim levaria meses. E que, enquanto isso, aprova rapidinho uma PEC que engessa ainda mais o orçamento da União, sacanagem perpetrada à socapa e que só vai atrapalhar a administração pública que já não tem recursos para quase nada e muito pouca margem de manobra. Parece brincadeira do guri mostrando no campinho da zona quem é o dono da bola.

Esta nova PEC é a 106ª reforma da Constituição, o que prova que o texto de 1988 não é mais adequado. Tem razão o professor Modesto Carvalhosa quando insiste que precisamos de uma nova Carta Magna.

E o Supremo? O Lula já entrou com recurso nos tribunais superiores pedindo a anulação do processo que o condenou a 12 anos de cadeia no caso do tríplex do Guarujá, alegando que não foi julgado pela Justiça Eleitoral… Agora certamente virá o Eduardo Cunha, e mais um montão de criminosos que estão devidamente presos e que não tem paciência para esperar a possibilidade de que o STF os liberte agora em abril, quando poderá reverter a sua própria decisão de permitir a prisão de condenados em segunda instância

Se isso acontecer, que Deus nos livre, não teremos outra alternativa do que sair por aí aos gritos, aos berros, em alto e bom som, com panelaços e grandes manifestações de rua perguntado: afinal que país é esse?

Obrigado,

Flavio Corrêa (Faveco)
blog.: www.faveco.com.br

http://www.brandmotion.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here