Por Marcelo Salvo

 

Quando estamos passando por alguma crise e no Brasil normalmente estamos, se não for sempre, pelo menos de tempos em tempos, temos a impressão de que nunca conseguiremos sair desse universo onde a falta de ideias e rumos nos embaçam completamente a visão.

Nas salas de vendas temos a impressão, ao ouvir 80% da equipe, que tudo vai ruir, mas são os 20% que nos fazem acreditar que existirá sempre uma solução para os problemas.

Isso acontece porque normalmente a maioria da equipe é manipulada pelo próprio pessimismo, a ponto de não enxergar mais nada ao seu redor.

Quando somos expostos a dinâmicas e exercícios que nos levam a questionar e refletir sobre nossas atitudes e comportamentos, muitas vezes saímos desse estágio com sentimento de derrota, mas a sensação positiva de transformação.

O mundo está mudando tecnologicamente e em velocidade exponencial, ou seja, nós precisamos não só termos a cabeça aberta para novas tendências como precisamos ser a nova tendência em cada mercado em que trabalhamos.

Abrir a mente e tomar atitudes diferentes em relação aquelas que não deram certo são fundamentais para a sua sobrevivência como profissional, e para a empresa onde trabalha.

Como vendedor há 30 anos posso garantir que todas as vezes em que atingi minhas metas, e não foram poucas vezes, exigiu muito mais coragem e determinação minha do que da própria empresa onde trabalhava ou do cliente. Lógico que todos temos momentos de altos e baixos, mas o equilíbrio emocional precisa ser grande e contínuo.

Atualmente falamos muito de vendas de alta performance, um nome bonito para exemplificar um profissional diferente, apenas isso, garantir que o profissional de vendas extraia o seu melhor, para obter melhores resultados.

O seu melhor não é comprar pelo cliente, nem fazer o dinheiro aparecer no bolso de cada consumidor, o seu melhor significa descobrir novas saídas, alternativas e oportunidades em cada ligação, visita, apresentação e muitas vezes durante o ócio.

Todo profissional precisa de descanso, de pausas, de relacionamento, mas o que muitos não exploram é que esse momento também pode ser produtivo, ou seja, se eu descanso, penso, se eu penso, reflito, se eu reflito, questiono, se eu questiono, entendo e se eu entendo, descubro novas soluções.

Simples assim, mas complexo para aqueles que não conseguem sair do próprio quadrado ou aqueles que não se preocupam com o seu próprio desenvolvimento.

A palavra de ordem para isso é compromisso. Quando assumimos um trabalho criamos um compromisso de fazermos o nosso melhor para sermos remunerados e o nosso melhor só poderá acontecer quando dermos o primeiro passo fora do quadrado, caso contrário, pensaremos que somos os melhores, mas seremos mais um, diante de tantos outros.

O vendedor terá cadeira cativa no futuro se fizer por merecer e isso inclui evoluir, mudar, se transformar, desconstruir antigas percepções e reconstruir um novo cenário.

 

Marcelo Salvo, Colunista do Blog do Vendedor e Consultor de T&D na Atitude Profissional atitudeprofissional@atitudeprofissional.net

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