Em meio à crise de refugiados, o ano de 2017 deixou feridas históricas. Só no Brasil, foram mais de 33,8 mil solicitações de refúgio no país. No mundo, 68,5 milhões de pessoas foram forçadas a deixarem suas casas, e 25,4 milhões estão em condições de refugiados. Dentre eles, 52% são crianças e adolescentes menores de 18 anos.

Os dados são da ACNUR, agência da ONU para refugiados, e os números assustam: 70% dessa população não tem acesso à água potável e dois milhões de crianças não vão à escola. Em condições subumanas e rejeitadas por países de primeiro mundo, essas pessoas são a própria representação das consequências que conflitos políticos e sociais causam na sociedade moderna.

De acordo com a agência da ONU, o fluxo de refugiados no mundo é o maior registrado desde a Segunda Guerra Mundial, quando milhares de pessoas deslocaram-se de suas casas fugindo de situações conflituosas. Hoje, o cenário é semelhante, e os erros também são ciclicamente repetidos.

O ano é 1939, um navio sai de Hamburgo, na Alemanha, com destino à Havana. Porém, os 937 passageiros judeus foram rejeitados tanto em Cuba, quanto nos Estados Unidos, e forçados a voltar à Europa, onde 254 morreram durante o holocausto.

Maio de 2018, a Itália impede que navio humanitário, com 629 imigrantes, atraque em qualquer um dos seus portos. Já nos EUA, Donald Trump endurece a política de imigração americana e declara: “Os Estados Unidos não serão um acampamento de migrantes, nem uma instalação de abrigo de refugiados. Não sob o meu comando”.

Nesse contexto, desconsiderando a xenofobia e o apego a demagogias ultrapassadas defendidas por governantes, negar a ajuda humanitária e rejeitar a individualidade de cada refugiado corresponde ao descarte de milhares de bagagens socioculturais e intelectuais. Por exemplo, o que seria da psicanálise ou da ciência mundial sem Sigmund Freud ou Albert Einstein? Ambos, com origens judaicas, saíram de seus países fugindo de Hitler nos anos 30.

Em outras palavras, estender a mão a um refugiado é, além de um ato humanitário, reconhecer o quanto essas pessoas podem acrescentar à cultura e à ciência de uma nação. Por isso, a ADVB apoia essa causa e, em parceria com o Lar Sírio, buscamos fazer com que mais brasileiros enxerguem e criem empatia por essas vidas. Neste dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado, queremos não apenas conscientizar sobre a situação precária que os refugiados enfrentam, mas também mostrar que não estão sozinhos e que estamos de braços abertos para recebê-los.

Dados Oficiais:

Fonte: UNHCR ACNUR – Agência da ONU para Refugiados

“Guerras, violência e perseguições levaram o deslocamento forçado em todo o mundo para um novo recorde em 2017. Pelo quinto ano consecutivo, o número de pessoas que tiveram de deixar seus lares chegou a um patamar inédito — 68,5 milhões de indivíduos. É o que revela o relatório anual Tendências Globais (Global Trends), divulgado hoje pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Segundo o organismo internacional, o aumento foi motivado sobretudo pela crise na República Democrática do Congo, pela guerra do Sudão do Sul e pela ida de milhares de refugiados rohingya de Mianmar para Bangladesh. Países em desenvolvimento são desproporcionalmente os mais afetados.

Entre os quase 70 milhões de indivíduos, 16,2 milhões foram deslocados pela primeira vez em 2017 ou já viviam em situação de deslocamento forçado e tiveram de se deslocar novamente. Isso equivale a 44,5 mil pessoas sendo deslocadas a cada dia — ou a uma pessoa se deslocando a cada dois segundos.”

Para conferir o matéria completa, clique aqui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here