por Cristina Calligaris

Quando assumimos o primeiro cargo de chefia, automaticamente, abraçamos a liderança. De repente, “colam na gente” atribuições que nem sempre nos preparamos para execução e de repente, nos vemos líderes.

Interessante que desejamos a ascensão na organização, o cargo, a remuneração, mas com raras exceções estamos, previa e devidamente, preparados para o exercício da liderança e não importa em qual área de atuação, o fenômeno se repete, na prática.

No primeiro dia de trabalho quando tudo é estranho e diferente é comum encontrar pessoas que motivem os aprendizes dizendo: “no começo as coisas são difíceis, mas depois tudo parecerá fácil”. Na verdade, não é bem assim, liderar requer comprometimento, serviço, zelo e desenvolvimento.

Na dúvida, comece de forma simples e servir é o caminho. Aprenda a servir, caso ainda não tenha esta habilidade, se já a tem pratique.

Para sua liderança ficar realmente a serviço da sua equipe comece fazendo duas perguntas: a quem eu sirvo e com que objetivo sirvo?

Assim, assuma a liderança agindo de forma natural, como facilitador do processo do engajamento e desenvolvimento da organização. Lembre-se que o foco do líder deve estar nas pessoas que fazem o resultado da empresa acontecer. Uma empresa é um sistema orgânico, não mecânico.

Líderes devem estar dispostos, entre outras coisas, a investir tempo para ouvir, de verdade, o que os outros estão a dizer, logo você pode fazer isso assim que assumir a liderança e continuar fazendo por toda a sua carreira.

O autoconhecimento é outro fator muito importante no processo da liderança e vemos, já há alguns anos, esta exigência para líderes e que seja um processo contínuo.

Visando o autoconhecimento, os líderes podem fazer, periodicamente, duas perguntas: a quem eu sirvo?  E “ com que objetivo? ”. Sim, é preciso ter maturidade emocional para liderar e para isso será preciso liderar-se primeiro.

Os líderes em meio a toda complexidade contam com o cenário da mudança constante como sua aliada e neste ponto temos uma das certezas da liderança, tudo muda, e quando percebemos, de repente mudou, debaixo dos nossos olhos. Liderança requer observação contínua.

Dos líderes são requeridos comportamentos corporativos sim mas também devem perceber que como pessoa devem, servir. Bons líderes servem

Resumidamente, o desenvolvimento profissional dos líderes está atrelado a constante mudança onde a persistência e a coragem são recursos à disposição daqueles que entendem que como líderes devem romper os sistemas, rever conceitos, redescobrir novas formas de atuação, buscar a inovação, tentar novamente, refazer, mais uma vez, dar-se e um dia ser lembrado como alguém que fez a diferença: permita-se e lembre-se que de repente, a vida se esvai e com ela a liderança, mas ficam  as resposta das perguntas: “a quem eu sirvo?”  “Com que objetivo sirvo?”  E a isso chamamos na liderança de legado.

Teresa Cristina Calligaris, Master Coach e VP ADVB Mulher.
cris.calligaris@gmail.com